Haja paciência para o milagre da “bazuca”

Entre o recurso ao PRR como um instrumento precioso e a sua exaltação como o remédio para os problemas do país vai uma distância que o primeiro-ministro não está a querer ou saber determinar.

Faz parte da natureza dos políticos distribuir promessas em campanha eleitoral e António Costa é seguramente um dos políticos do país que mais e melhor exibe esta natureza. “Não é correcto”, como diz Rui Rio, ou pode ser até “chantagem”, como defende Jerónimo de Sousa, o primeiro-ministro andar pelo país a acenar o milagre do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR).