Já foi certificado o Caminho Português de Santiago Interior

São 214 quilómetros através de oito municípios. O plano de gestão prevê a adaptação da sinalização existente e o desenvolvimento de uma rede de pontos de abastecimento de água potável.

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Nelson Garrido

Viseu, Castro Daire, Lamego, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Vila Real, Vila Pouca de Aguiar e Chaves. O Caminho Português de Santiago Interior, que contempla uma extensão de 214 km e atravessa oito municípios, foi certificado através de uma portaria assinada pela Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, e pela Secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Ferreira, no âmbito de um trabalho integrado de reconhecimento e preservação do património cultural e natural associado ao Caminho de Santiago.

A definição do itinerário é apoiada em estudos publicados, trabalho de campo e pesquisa documental, o que inclui levantamentos do património cultural material e imaterial associado à peregrinação e culto jacobeu, onde se destacam as 24 igrejas ou capelas com orago São Tiago e os cinco albergues e hospitais históricos.

A partir de agora, será posto em prática um plano de gestão que prevê por exemplo a adaptação da sinalização existente e o desenvolvimento de uma rede de pontos de abastecimento de água potável.

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Nelson Garrido

“Os Caminhos de Santiago são de uma grande importância pois contribuem para a diversificação da nossa oferta turística e ajudam a desenvolver a actividade do turismo ao longo de todo o ano e por todo o território nacional, dois objectivos estratégicos que temos inscritos na nossa ET 2027. Seguimos, por isso, com muito empenho, a certificação deste segundo itinerário do Caminho Português de Santiago, aos quais esperamos que outros se juntem a breve prazo”, aponta em comunicado a Secretária de Estado do Turismo.

Para a Secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, “este trabalho vem, uma vez mais, demonstrar o lugar cimeiro do património cultural, reflexo da nossa história na sua dimensão de encontro, diálogo e diversidade e, simultaneamente, rica em cooperação no interior do território e no que projecta para o mundo e, em particular, para a experiência do património europeu”.

Este é o segundo Caminho certificado, depois do Caminho Português de Santiago Central – Alentejo e Ribatejo, num processo que se iniciou em 2019 e cujo objectivo é a certificação dos itinerários que constituem o Caminho de Santiago em território nacional.