O álbum da pandemia dos Efterklang é a sua história de amor

“De repente, não havia mais ninguém no mundo a não ser eu, o Mads e o Rasmus.” É assim que Casper Clausen descreve a criação de Windflowers, álbum dos Efterklang, banda de três amigos que se reencontraram com a inocência e a simplicidade do seu passado. Gravado numa ilha dinamarquesa enquanto nos debatíamos com a pandemia.

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Peter Gramstrup

O vocalista e compositor Casper Clausen, talvez o dinamarquês mais lisboeta de que há memória (lá iremos), sempre achou a ilha de Møn, situada no sudeste do seu país de origem, um território interessante. Não tem só a ver com a encantadora paisagem — dominada por praias, falésias brancas e zonas campestres apaziguantes — e a quietude típica de uma região remota e pequena onde não vivem mais do que dez mil pessoas. A sua história é a história da casa que muitos hippies encontraram quando, entre o fim dos anos 1970 e o início da década seguinte, deixaram a zona de Christiania (antigo bairro militar localizado em Copenhaga — capital da Dinamarca — que foi ocupado por comunidades libertárias em 1971). “Esses hippies tiveram filhos e os seus filhos tiveram filhos, pelo que aquele sítio já mudou um pouco, mas ainda há vestígios desse tempo”, explica ao Ípsilon.

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