Vem aí o “berbicacho” e as sondagens não nos podem salvar

Há quem olhe para a aparente inevitabilidade da dispersão de votos e diga que o tempo das maiorias absolutas já passou. Contudo, em Portugal e há menos de dois meses, os eleitores permitiram que 258 presidentes de câmara (em 308) formassem executivos totalmente maioritários.

As duas primeiras sondagens sobre intenção de voto feitas depois do chumbo do Orçamento do Estado foram publicadas na sexta-feira e as pistas que deixam vão no mesmo sentido: não se prevê uma mudança radical na geometria dos votos. A maioria sociológica do país continua virada para o lado esquerdo (pouco acima de 50%), mas nenhum partido convence os portugueses a dar-lhe uma maioria absoluta. Aliás, comparando com os resultados de 2015, PS, Bloco, PCP e PEV estão exactamente na mesma, mas se a comparação for com 2019 há uma erosão a registar. A direita, pelo contrário, está a recuperar à custa dos partidos mais recentes (Chega e IL) — enquanto os tradicionais (PSD e CDS) mostram desgaste.

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