“A pintura de Frida Kahlo não é autobiográfica, porque ela não está a contar a sua vida. Isso não interessa a Frida”

O novo catálogo raisonné da editora alemã Taschen sobre a artista mexicana é uma obra monumental. Não só por causa do seu formato XXL, mas porque se propõe resgatar a obra da pintora mais famosa do mundo de todo o marketing que a tem ofuscado. É preciso voltar a olhar para as 151 pinturas que Frida Kahlo produziu e pôr o melodrama em segundo plano, diz o historiador de arte mexicano Luis-Martín Lozano.

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Manuel Álvarez Bravo, "Frida com esfera de cristal" (1938)/Arquivo Manuel Álvarez Bravo

Luis-Martín Lozano terá a sua quota-parte na elevação, este mês, de Frida Kahlo (1907-1954) à categoria de artista latino-americano/a com a obra mais cara vendida em leilão. Foi o historiador de arte mexicano que escreveu o texto do catálogo da Sotheby’s que resultou na venda por 30 milhões de euros de um dos seus famosos auto-retratos.

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