O Teatro Aberto regressa a Mahagonny e Hollywood, os paraísos artificiais de Bertolt Brecht

João Lourenço, João Paulo Santos e Vera San Payo de Lemos juntam num programa musical Mahagonny Songspiel, a primeira colaboração do dramaturgo com Kurt Weill, a The Hollywood Songbook – e regressam a 1986. Até sábado, em Lisboa.

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As cidades fantasiosas de Mahagonny e Hollywood confundem-se neste espectáculo do Teatro Aberto FILIPE FIGUEIREDO
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Recém-regressado da República Democrática Alemã, onde viveu e trabalhou com o Berliner Ensemble, João Lourenço foi em 1986 desafiado a encenar o primeiro Bertolt Brecht a subir ao palco de um teatro nacional português. Até então, e depois dos anos de cerrada censura aos textos do dramaturgo, tinham sido as companhias independentes a cumprir com avidez esse papel. “Todos os grupos fizeram Brecht, estávamos doidos por fazer Brecht”, recorda o encenador ao PÚBLICO. Mas o convite lançado por José Serra Formigal (1925-2011) era muito particular: apresentar no Teatro Nacional de São Carlos a ópera Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny, resultante da colaboração artística entre Brecht e o compositor Kurt Weill. A única exigência de João Lourenço parecia, no entanto, uma excentricidade de difícil concretização: queria trabalhar com o cenógrafo Jochen Finke, discípulo de Karl von Appen (colaborador de Brecht), e com a figurinista Renée Hendrix. Para seu espanto, Serra Formigal conseguiu oferecer-lhe essa prenda.

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