Américo Rodrigues: “Temos de acabar com a tensão entre a DGArtes e o sector artístico”

As eleições antecipadas puseram areia na engrenagem, mas, diz o director-geral das Artes, as mudanças estruturais de política cultural postas em marcha na última legislatura dificilmente serão revogadas.

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O actual director-geral das Artes chegou em Fevereiro de 2019 e continua a exercer o cargo em regime de substituição Rui Gaudêncio

Os aviões que sobrevoam as instalações da Direcção-Geral das Artes (DGArtes) na Biblioteca Nacional em direcção ao aeroporto de Lisboa tornaram-se a banda sonora do dia-a-dia de Américo Rodrigues, o experiente programador – mas também artista e experimentador compulsivo – que, vindo da Guarda, ali aterrou em Fevereiro de 2019 para ser o quarto director-geral (e o mais duradouro…) desde que António Costa é primeiro-ministro. Até hoje em regime de substituição – o concurso para o preenchimento do cargo abriu finalmente a 27 de Maio deste ano, mas ainda não teve desfecho –, orgulha-se de ter desbloqueado a eternamente adiada Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP), que já credenciou 81 equipamentos, de ter concluído a revisão do modelo de apoio às artes nascido da feroz contestação ao anterior diploma e de ter tornado operacional e relevante também no domínio das artes visuais um organismo até aqui muito vinculado às artes performativas.

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